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Guia completo sobre como financiar um carro sem dar entrada

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Financiar um carro sem dar entrada

A vontade de trocar de carro chega do jeito mais chato possível: quando o carro atual começa a pedir atenção toda semana, quando o trabalho muda de rota, quando a família cresce ou quando o preço dos veículos sobe e desce. E são nesses momentos que você pode pensar se é possível financiar um carro sem dar entrada. 

A BeMotors chega agora para te contar tudo sobre o tema e dizer que dá, sim, só que “sem entrada” não é sinônimo de “sem pegadinha”. Na real, é um acordo em que você compra tempo agora e paga por isso ao longo do caminho. Bom, continue aqui com a gente, que você vai ter todas as informações. Bora!

Como financiar um carro sem dar entrada? 

Financiar um carro sem dar entrada significa financiar 100% do valor do veículo, ou seja, você não paga aquela parcela inicial para “reduzir o tamanho da dívida”. 

Mas um detalhe: às vezes, o mercado chama de “sem entrada”, mas o que existe é uma entrada flexibilizada (ex.: entrada parcelada, negociação com a loja, uso de carro na troca). 

Então, a primeira coisa é entender se é sem entrada de verdade, 100% financiado, ou se é sem entrada no ato, pois existe entrada, mas ela é diluída/negociada de alguma forma.

Ou seja, quanto menos você coloca no início, maior fica o valor financiado. E quanto maior o valor financiado, maior tende a ser o custo final.

Score de crédito alto é fundamental 

Não tem como fugir: score e histórico de crédito fazem diferença quando o objetivo é financiar um carro sem dar entrada. 

A instituição financeira está pensando: “vou emprestar 100% do valor desse carro, qual é a chance de eu receber de volta sem dor de cabeça?”.

Algumas atitudes que ajudam: 

  • Manter contas em dia (inclusive as pequenas);
  • Evitar excesso de consultas no CPF em pouco tempo;
  • Reduzir dívidas em aberto antes de pedir o financiamento;
  • Construir histórico, como cartão usado com equilíbrio, contas pagas, rotina previsível. 

Score alto não garante aprovação, mas pode abrir portas melhores: juros menores, prazos mais justos e maior chance de financiar sem entrada.

É necessário comprovar renda 

Outro ponto que pesa muito: renda comprovada e capacidade de pagamento. Quando o financiamento é sem entrada, a parcela tende a ficar mais alta (ou o prazo fica mais longo). 

A instituição vai querer ver que seu orçamento aguenta isso sem ficar no limite. Então, a comprovação costuma vir por:

  • Holerite/contracheque;
  • Extrato bancário;
  • Declaração de imposto de renda;
  • Pró-labore (para PJ/autônomo, dependendo do caso).

Conselho: se a parcela só cabe no bolso com malabarismo, a chance de aperto lá na frente é grande. E financiamento de carro não costuma perdoar aperto por muito tempo.

Se possível, tenha um veículo para dar como garantia 

Nem sempre isso é obrigatório, mas pode ajudar bastante. Em alguns cenários, você pode usar um veículo na troca (como parte do pagamento) ou apresentar alguma forma de garantia adicional na negociação. 

Isso costuma reduzir o risco percebido e pode melhorar as condições, mesmo que o anúncio diga “sem entrada”. 

E é bom lembrar: no financiamento tradicional, o próprio carro já fica como garantia por meio da alienação fiduciária (o veículo fica vinculado ao credor até a quitação). 

Então, qualquer coisa extra de segurança para o banco pode virar melhores condições para você.

Financiar um carro sem dar entrada
Financiar um carro sem dar entrada

Taxas envolvidas no financiamento de automóveis 

Uma regra de sobrevivência no mundo automotivo: não comparar financiamento só pela parcela. 

Parcela é só a vitrine. O que importa mesmo é o “custo total da brincadeira”. Alguns itens:

  • Juros: o coração do financiamento (e o maior vilão quando o prazo é longo);
  • CET (Custo Efetivo Total): é o indicador que reúne o custo total da operação (juros + tarifas + seguros + despesas);
  • IOF: imposto cobrado em operações de crédito;
  • Tarifas e seguros: dependendo da proposta, podem aparecer seguros embutidos e tarifas administrativas.

Um jeito bom de não se perder: peça sempre a proposta com CET, prazo, valor financiado, valor total ao final e sistema de amortização.

Price x SAC: por que isso muda sua vida (e sua parcela) 

Você pode ver no contrato algo como: 

  • Tabela Price: parcelas mais “retinhas” (fixas), mas no começo você paga mais juros proporcionalmente;
  • SAC: começa com parcela mais alta e vai caindo com o tempo, e costuma reduzir juros totais porque amortiza mais cedo. 

Não existe “o melhor universal”. Existe o melhor para o seu fluxo de caixa.

Vantagens e desvantagens de comprar um carro sem valor de entrada 

Essa parte é onde muita gente se decide, e é justo. Bora fazer, então, com muita clareza.

Vantagens 

Financiar um carro sem dar entrada pode ser interessante quando: 

  • A urgência é real e você precisa do carro agora;
  • Você quer preservar reserva de emergência, em vez de colocar tudo na entrada;
  • Você tem bom perfil de crédito, o que pode reduzir o peso dos juros;
  • Você tem previsibilidade de renda, o que evita sustos durante o contrato.

Desvantagens 

Agora, os pontos que mais pegam: 

  • Custo total maior: como o valor financiado é maior, os juros incidem sobre uma base maior;
  • Parcela mais alta ou prazo mais longo: um dos dois quase sempre acontece;
  • Risco de ficar “devendo mais do que o carro vale” por um tempo: carro desvaloriza, dívida demora a cair;
  • Menos margem para negociação: sem entrada, você negocia com menos “moeda” no início;
  • Inadimplência machuca rápido: como o carro está alienado, atraso pode virar uma bola de neve, e o credor tem caminhos legais para recuperar o bem.

Documentação necessária para a compra de carros 

A lista exata pode variar por banco/financeira, mas tem um kit básico que aparece na maioria dos financiamentos (inclusive quando a ideia é financiar um carro sem dar entrada):

  • Documento com foto (RG ou CNH);
  • CPF;
  • Comprovante de residência atualizado;
  • Comprovante de renda (holerite, extratos, IR, pró-labore, dependendo do perfil);
  • Informações do veículo (principalmente se for seminovo: dados do carro, documentação, laudo/avaliações quando solicitadas).

Uma dica: deixe essa documentação organizada antes de simular com várias instituições, pois agiliza aprovação e reduz idas e vindas.

Quando financiar um carro sem dar entrada faz sentido de verdade? 

Financiar um carro sem dar entrada faz sentido quando ele resolve um problema real sem criar outro maior no futuro. 

Funciona bem quando a urgência existe, o orçamento comporta a prestação com folga e você entende o custo total e aceita a troca.

E não costuma ser a melhor escolha quando a parcela ficaria no limite, o prazo precisaria ser longo demais e você não tem reserva nenhuma (porque qualquer imprevisto vira atraso).

Então, não podemos chamar o “sem entrada” nem de herói, nem de vilão. Ele é ferramenta. E ferramenta boa é aquela que você usa sabendo o que está fazendo.

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