Muitos brasileiros buscam a liberdade sobre duas rodas, mas um valor inicial costuma ser um obstáculo para essas pessoas. A boa notícia é que financiar uma moto sem dar entrada tornou-se uma opção viável com linhas de crédito específicas. Essa modalidade permite ao comprador adquirir o veículo prontamente, com a diluição do custo total em parcelas que se ajustam ao planejamento mensal, sem desfalcar as economias.
Para ter sucesso nessa operação, é fundamental compreender como as instituições financeiras avaliam o risco e quais são os critérios de aprovação. O processo exige uma análise criteriosa do perfil de crédito e da capacidade de pagamento do comprador perante o banco. Nas próximas linhas, o BeMotors detalha as taxas envolvidas e a documentação necessária, além de dar dicas para você realizar essa aquisição com segurança.
Como financiar uma moto sem dar entrada?
O processo para obter 100% de financiamento em uma motocicleta baseia-se primeiramente na análise de risco realizada pelo banco ou financeira.
Atualmente, grandes montadoras como Honda e Yamaha possuem bancos próprios que facilitam essa modalidade por meio do Crédito Direto ao Consumidor (CDC).
Para ser aprovado, o interessado precisa ter um score de crédito elevado (geralmente acima de 650 pontos) e comprovar renda suficiente para quitar as parcelas.
Além disso, esses valores mensais não devem comprometer mais do que 30% da sua renda por mês.
Outras instituições financeiras, como bancos convencionais, também operam com essa linha, ao possibilitar que o cliente saia da concessionária com a moto e comece a pagar apenas no mês seguinte.
É essencial que o CPF esteja regularizado, pois qualquer pendência em órgãos de proteção ao crédito costuma barrar o pedido de financiar uma moto sem dar entrada.

Taxas envolvidas
É importante entender que o risco assumido pela instituição é proporcional ao valor financiado. Se o interessado não oferece uma entrada, o banco considera um risco maior de inadimplência, o que reflete nos juros.
Segundo um levantamento do Banco Central, em 2025 as taxas de juros para financiar veículos ficaram entre 0,65% e 3,19% ao mês para pessoas físicas. No entanto, isso varia conforme o perfil do cliente.
Além disso, ao comparar as propostas, foque sempre no Custo Efetivo Total (CET) anual, pois este indicador revela o valor real que você pagará pelo empréstimo ao incluir:
- Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): você paga uma taxa única de 0,38% assim que o crédito é liberado, somada a uma pequena cobrança de 0,0082% a cada dia do contrato, com um teto de 3% ao ano;
- Seguro de Proteção Financeira: muitas vezes opcional, mas sugerido para garantir o pagamento das parcelas em caso de desemprego;
- Tarifa de Cadastro (TAC): taxa para análise de crédito e abertura de dossiê;
- Taxas de Registro de Contrato: essas cobranças mudam conforme o estado e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) local.
Vantagens e desvantagens da compra sem valor de entrada
A principal vantagem de financiar uma moto sem dar entrada é a preservação da liquidez. O consumidor consegue adquirir o bem rapidamente sem desfalcar suas economias.
Dessa maneira, ele pode usar o dinheiro da entrada para outros gastos imediatos, como equipamentos de segurança (capacetes, jaquetas, luvas, etc.) e a documentação do veículo.
Já as desvantagens surgem no total pago ao final do contrato, que costuma chegar ao dobro do valor de tabela do veículo, graças aos juros compostos incidentes sobre o montante integral.
Além disso, as parcelas mensais são mais altas do que em um financiamento com 20% ou 30% de entrada. Isso exige um planejamento orçamentário bem mais rigoroso para evitar a perda do bem por falta de pagamento.
Documentação necessária para a compra de motocicletas
Se você decidiu financiar uma moto sem dar entrada, organizar a documentação é o passo seguinte para agilizar a aprovação. As instituições financeiras geralmente solicitam:
- RG ou CNH (esta última é preferível e, em alguns casos, obrigatória);
- CPF ativo, sem restrições;
- Comprovante de residência, como contas de água, luz ou telefone, emitidas nos últimos 90 dias;
- Comprovante de renda, o que inclui holerites para quem trabalha em regime CLT, e, para profissionais autônomos e MEIs, a Declaração de Imposto de Renda ou extratos bancários dos últimos três meses;
- Se a moto for usada, o banco também exigirá a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em Meio Digital (ATPV-e) devidamente preenchida pelo vendedor.
Comprar uma moto sem dar entrada tem vantagens e desvantagens
A possibilidade de financiar uma moto sem dar entrada é uma ferramenta de inclusão financeira poderosa, mas que exige cautela, devido aos juros altos e, consequentemente, as parcelas mais caras.
Logo, antes de assinar o contrato, faça simulações online para entender o impacto das prestações no mês e elaborar um planejamento adequado para manter as contas em dia.
Se o custo total for elevado, considere poupar uma quantia por alguns meses ou buscar campanhas com taxas menores para financiar uma moto sem dar entrada, o que pode proporcionar sua independência sobre duas rodas.



